2013 – A missão: atualizar este blog

fevereiro 6, 2013

Prezado leitor,

Gostaria de atualizar este blog semanalmente.

Porém o tempo é escasso.

Mensalmente irei publicar um tema sobre assuntos relacionados ao comércio exterior.

Poderá ser legislação aduaneira, tributos, modalidades de pagamento, seguro, informações ou feiras internacionais.

Mas no  momento não tenho como dedicar tempo suficiente para escrever sobre comex.

Ainda este mês assumo um compromisso com todos os leitores.

Publicar uma espécie de manual passo a passo para exportadores (exportação direta, indireta – formação do preço – procedimentos administrativos – órgãos anuentes – contratos internacionais – formas de pagamento – câmbio – tratamento tributário – financiamento à exportação – apresentação e embalagem dos produtos – transporte internacional, seguro e o fluxograma de exportação).

Agradeço o acesso, deixo forte abraço para clientes e bons dias para parceiros comerciais.

Atenciosamente, Fernando.

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Breve relato histórico: Despachante Aduaneiro

setembro 18, 2012

Prezados leitores, amigos, visitante.

Faz tempo que não escrevo.

Sinto necessidade extrema de compartilhar conhecimento adquirido.

Em junho concluí o curso superior: Relações Internacionais.

Sem interromper os estudos, navegando descobri o site da Abracomex, que para minha surpresa havia um curso de Formação de Despachante Aduaneiro em Ribeirão Preto, na Unip.

Logo fiz a matrícula dentro do prazo para obter a bolsa de capacitação profissional e garantir o desconto. Isso é bom né? Muito bom.

Em Ato Declaratório publicado no Diário Oficial da União, 8 de agosto de 2008, fui nomeado ajudante de despachante e publicado o meu registro aduaneiro. Como ajudante, sempre quando questionava alguém para saber de forma correta  a origem do Despachante Aduaneiro e compreender melhor a sua importância  dentro do cenário profissional, a resposta obtida sempre foi a mesma: caixeiros viajantes instalados no porto, a profissão evolui até aqui e você precisa saber mais sobre o que? Só isso? Sim! Não me contentava.

O que causava desconforto era não saber de que forma, em que momento da história nasce a profissão, e como ocorre a evolução histórica até o que se conhece da profissão nos dias de hoje.

Momento confessionário: Depois de muito tempo abri os olhos, e percebi que sempre fazia escolhas erradas influenciado por outras pessoas. Decidi  chegar mais longe, mover montanhas, acertas nas escolhas. Encontrei no curso de especialização algo que poderia contribuir não só para a minha formação profissional como também para melhor remuneração financeira: conhecimento adquirido torna-se valor incomparável.

Então tá Fernando, voltando…

Que a profissão de despachante aduaneiro é oriunda do caixeiro, é inconteste.

Mas em que momento da história o profissional passa a ser reconhecido como peça fundamental e necessária para a balança comercial do país?

Para entender melhor, usarei a velha didática da história contada.

Tudo começou em 1850, quando o imperador  Pedro II promulga o “Primeiro Código Comercial” brasileiro, em 25 de junho. Nele continha citações sobre caixeiros, estes, munidos de nomeações, em nome de tal, praticava atos alfandegários, relativos ao despacho daquela época (ex. recebimento de compras do exterior.).

Após Primeiro Código Comercial Brasileiro publicado,  em 1860 é publicado o “Regulamento das Alfândegas e Mesas de Rendas”, que equipara-se os poderes de duas figuras, criando ao lado dos caixeiros, a figura do despachante aduaneiro.

16 anos depois da primeira publicação do Regulamento das Alfândegas, é publicado a “Nova Consolidação das Leis das Alfândegas e Mesas de Rendas”, e desta vez cria a figura do ajudante de despachante aduaneiro. O ajudante de despachante possuía poderes limitados e não estava apto à assinar notas, recibos, quitações. Documentos de qualquer espécie financeira, somente administrativa, e mesmo assim de forma limitada. Para entender melhor: Ajudante de Despachante = Espécie antiga semelhante ao oficce boy de luxo. Os ajudantes eram nomeados por repartições regionais através dos seus respectivos chefes.

Mas e daí? E eu com isso?

Você me pergunta: – Eu quero saber como tudo está hoje?

Revisando: Primeiro nasce a figura do Caixeiro, ao lado deste, o despachante, logo em seguida, o ajudante.

A profissão sempre foi repensada e discutida desde 1850, enquanto objeto de estudo quanto ao código, regulamento e consolidação de leis.

Em 1932 acontece uma grande mudança que demonstraria a importância da profissão e elevaria o status quo do profissional. Torna-se necessário ser nomeado pelo Presidente da República para exercer tal função, a saber: despachante aduaneiro. Claro, mediante aprovação em prova prática e teórica. (conf. Decreto 22.104 /17-11-1932).

Mas é na década de 60 que ocorre as mudanças curiosas. Em dois anos uma discussão sobre como caracterizar o despachante. Primeiro, define-se que o profissional é opcional, depois, que é obrigatório, e retorna ao estado inicial, o despachante aduaneiro é facultativo. De forma sucinta:

Antes, em 1962  instituí-se o Sistema do Terço.

“Em 1962, com a Lei n° 4.069, de 11.06.62, (artigo 39 que modificou o  artigo 42 do DL n°4.014/42), apurou-se o sistema de pagamentos de comissões a Despachante. Criou-se o sistema do terço. As importâncias arrecadadas que excediam os tetos correspondentes fixados na Lei n° 2879, de 21.09.1956,  eram calculadas separadamente nos respectivos despachos e levantadas pelos Sindicatos de Despachantes Aduaneiros , da seguinte forma: 1/3 para o  despachante que executar o serviço; 1/3 para distribuição em partes iguais entre os demais despachantes, sindicalizados ou não; 1/3 para os ajudantes, sendo 50%  para o ajudante que atuou no serviço e 50% para distribuição em partes iguais  aos demais ajudantes.”
(http://www.plusbrasil.com.br/publiquese/imprimir.cfm?noticia=42)

Entre 1967 e 1968 a discussão fudamenta-se sobre qual forma deveria ser recolhido os honorários recebidos pelo despachante aduaneiro.

Em 1967, define-se que o despachante é opcional e que os seus honorários devem ser livremente contratados e pagos diretamente aos profissionais.

Ano seguinte, define-se que o despachante é obrigatório e os seus honorários devem ser pagos ao sindicato.

No mesmo ano declara-se que o despachante é facultativo, e assim são criadas as primeiras comissárias de despacho aduaneiro que mediante procuração de seus clientes concede poder ao despachante aduaneiro e seu ajudante, para realizar operações relacionadas ao despacho aduaneiro de mercadorias e bens, bagagens e serviços.

O objetivo deste blog é difundir informação e compartilhar conhecimento de forma rápida e objetiva. Portanto, não será detalhado as mudanças que ocorreram entre 1968 até 2000 por considerar que as alterações foram de pouco valor simbólico e histórico para a profissão de despachante aduaneiro. Praticamente, durante 30 anos não houve mudanças importantes.  Mastiguei a história e a origem do despachante aduaneiro e de seus ajudantes para que você pudesse saber que aquela pessoa que emite  a D.I. também é gente, e ainda existe muita história na feijoada.

O curioso é que, da mesma forma que em 1932 foi instituída prova teórica e prática, em 2009, através do Decreto 6.759 e suas posteriores alterações Decreto 7.213 de 15/06/2010, o processo para tornar-se despachante aduaneiro encontra-se congelado pela Receita Federal. Nada foi publicado sobre o tema para orientar sobre o formato e conteúdo da prova que deve ser aplicada.

Prezado leitor, enquanto não obtemos boas novas sobre como tornar-se despachante aduaneiro nos dias de hoje, espero que tenha sido divertido conhecer um pouco mais sobre a profissão de Despachante Aduaneiro, e que eu tenha contribuído de alguma forma para a difundir o conhecimento de matérias relacionadas ao comércio exterior.

Assim que for publicado algo sobre o tema, mastigo e mostro como deverá ser a nomeação.

Até a próxima, sigam-me os bons!

Saudações comex.


Atualização do Blog Comex Inteligente

setembro 6, 2012

“Quando a gente ama é claro que a gente cuida”

Lembrei da canção na voz do Fábio Junior e aqui estou, de volta ao blog.

Espero que todo e qualquer comentário ou e-mail que eu tenha recebido tenha sido respondido com atenção e carinho cada questão.

Sábado será postado um tópico que envolve a história do despachante aduaneiro e a sua importância para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Até lá!

Não se esqueça: – a sua visita é muito importante!

http://www.youtube.com/watch?v=3At8ltjRT30&feature=related


Nova regra – Bagagem Acompanhada (entrada liberada de máquina fotográfica e celular)

outubro 6, 2010

Gostaria de abordar a nova regra para bagagem acompanhada, mas antes quero contar uma pequena história que aconteceu com um cliente meu, e que o final da história foi triste, para ele.

Um certo dia recebo um e-mail perguntando se poderia liberar uma mercadoria que havia sido apreendida em Guarulhos. Retornei o e-mail e conversamos sobre o fato em questão. Desde já alertei para o perigo da mercadoria ser encaminhada para perdimento, mesmo assim, ciente do risco, iniciei o processo.

Este cliente havia viajado para os EUA (turismo), e visitando uma empresa especializada em produtos odontológicos resolveu comprar um equipamento odontológico. No seu retorno, declarou a bagagem, e o equipamento. Para sua surpresa, este equipamento foi apreendido, lavrado ato de apreensão. Neste caso, a honestidade custou caro para ele, pois, o equipamento era tão pequeno que poderia passar desapercebido em seu bolso. Ele não sabia o motivo da apreensão, e assim que fiquei ciente do fato expliquei o motivo.

O equipamento necessitava de uma L.I (licença de importação) não automática, e autorização da Anvisa para importação do produto. Como ele não possuía autorização nem a L.I, o produto foi barrado. Mas como poderia ser resolvido este processo. Uma simples consulta a um profissional de comércio exterior poderia resolver a dúvida e minimizar a despesa.

O correto para a importação deste produto seria a habilitação de um radar pessoa física, a emissão de uma L.I não automática amparada pela autorização da Anvisa para importar este produto, o transporte como bagagem desacompanhada, pagamento dos tributos incidentes, e o desembaraço com a D.I (declaração de importação). Mas ele fez tudo errado, e foi procurar solução para reaver o produto só depois de muito tempo. Habilitado o radar, solicitado a LI não automática, o equipamento já havia sido encaminhado para perdimento. Tentei reverter o perdimento, mas foi impossível. Resultado, além dos honorários, a dor de cabeça, o cliente teve um prejuízo de 800 dólares.

Mas porque estou contando esta história? Para alertar qualquer pessoa que tente entrar no país ou sair dele sem antes consultar as restrições impostas por cada governo.

Se há restrição, não hesite, habilite um radar pessoa física, se for necessário L.I automática ou não-automática, siga os procedimentos, e conclua a sistemática aduaneira até que o bem que você tanto deseja esteja em suas mãos nacionalizado.

Recentemente houve alteração para regras de bagagem trazida do exterior. Agora o viajante poderá trazer do exterior isento de impostos bens como: máquina fotográfica, relógio de pulso, jóias e telefone celular usado. Mas lembre-se: computador pessoais e filmadoras estão fora da lista de isenção de tributos.

A nova regra também isenta tributação de roupas, acessórios, produtos de higiene e de beleza. Desde que limitados a três unidades cada bem do mesmo produto.

Houve alterações significativas e algumas melhorias para o viajante brasileiro que retorna do exterior. Mas nada melhor do que consultar antes o produto que você tenciona adentrar o país. Se você não quer dor de cabeça, pense antes e saiba o que você pode ou não trazer do exterior; o que está isento de impostos e quais produtos são proibidos. Eis aqui uma dica, consulte o site da Receita Federal e leia atentamente antes de voltar ao Brasil e ter surpresas desagradáveis no retorno ao país amado. Se você não sabe onde procurar, aqui está o link da Instrução Normativa RFB nº 1.059

http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/Ins/2010/in10592010.htm

Espero que tenha sido útil, se não for… dipirona ou tylenol resolve.

Um forte abraço a todos até a próxima.