Aprendendo a motivar os seus funcionários

março 30, 2009

Você que é diretor, supervisor, gerente, analista, assistente, estagiário, esqueça tudo o que você viu até hoje sobre motivação de funcionários.

Conheça o velho Terry Tate. Ele foi o responsável por motivar os funcionários da Reebok, e se a Reebok chegou onde chegou, tudo foi graças a Terry Tate.

Conheça essa jóia brilhante e arma especial da Reebok contra o desânimo dos seus funcionários e a queda de produção da empresa. Tudo que a sua empresa precisa é de um Terry Tate. (Risos)

É assim que se faz, quer aprender?  Terry Tate ensina:

Aprendeu? (risos)


Brasil reduz Lista de Exceções à TEC de 99 para 92 produtos

março 27, 2009

Para atender determinação do Mercosul, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou hoje (27/3) no Diário Oficial da União, a Resolução nº 17, que reduz de 99 para 92 itens na composição da Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum (TEC). A medida faz a exclusão de seis itens do segmento de ferro-peça para locomotivas e o medicamento calcitonina. Aprovada pelo Conselho de Ministros da Camex, em reunião realizada na terça-feira (24/3), a resolução entrará em vigor a partir do dia 1º de abril.

Com a retirada das peças para a indústria ferroviária: bielas (NCM 8409.99.11); blocos de cilindros, cabeçotes e cárteres (NCM 8409.99.12); injetores – incluídos os bicos injetores (NCM 8409.99.13); pistões ou êmbolos (8409.99.20); virabrequins (8483.10.10); e, outros (8483.30.90) da Lista Brasileira de Exceções à TEC, as alíquotas para importação de produtos com esses códigos passam de 0% para 2%. Para o medicamento calcitonina (NCM 3004.39.25) – utilizado no tratamento de pacientes com osteoporose ou doença de Paget dos ossos – a alíquota será de 8%.

Também foi excluído da Lista o código Ex 001 da NCM 3004.90.59 – medicamento com Micofenolato de Mofetila, utilizado para combater a rejeição de órgãos transplantados, que volta a tarifa de 8%; e a inclusão do código Ex 009 da NCM 3004.39.29, o Acetato de Octreotida, com redução da tarifa de 8% para 0%.

A diminuição da alíquota do produto Adiponitrila (NCM 2926.90.91), de 12% para 2%, continua limitada a uma cota de 40 mil toneladas para importações realizadas em até 12 meses, após a vigência. Além disso, foi alterada a redação do texto do Ex 001 do código 8409.99.90, de “camisas soldadas a cabeçotes, para motores diesel com potência máxima igual ou superior a 800 HP, para uso exclusivo em locomotivas diesel-elétricas”.

Alterações na TEC

A Camex publicou ainda a Resolução nº 18, de 26 de março de 2009, que incorpora alterações na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e na Tarifa Externa Comum (TEC), de acordo com a Resolução 56/08 do Grupo Mercado Comum do Mercosul. Essas alterações podem ser visualizadas no link abaixo e passam a vigorar na próxima quarta-feira (1º/4).

As modificações buscam aperfeiçoar textos de nomenclatura entre as línguas portuguesas e espanholas, como a posição 64.03 (calçados); fechamento de posições (Juta); abertura de subposições (bonés); abertura de códigos (partes e peças de motores diesel para locomotivas diesel-elétricas e máquinas de costura industriais).

Fonte: http://www.mdic.gov.br


Seguro internacional de cargas é necessário ? (video)

março 27, 2009

Geralmente empresas importadoras e exportadoras procuram minimizar as despesas durante a condução dos negócios internacionais em todas as fases. A economia é no transporte, consultoria, despacho e seguro. A maioria das empresas prefere realizar suas operações internacionais sem uma apólice de seguro cobrindo eventuais riscos aberta em nome da empresa, ou de qualquer contratante pensando que alguns dólares a mais será prejuízo e dispêndio desnecessário. Só quando surpresas acontecem é que a empresa descobre que o seguro não morreu de velho, ele pode ter envelhecido em alto mar.

Você que é gerente de negócios internacionais, assistente de comércio exterior, analista, estagiário, empresário, diretor, enfim, você que trabalha com comércio exterior e ainda desconsidera o fator seguro em suas operações internacionais confira esse video interessante que estou compartilhando com vocês e tire suas próprias conclusões.

Um seguro de cargas é realmente necessário ou suas cargas estão seguras em alto mar?


Hyundai, uma indústria de peso

março 26, 2009

Você sabia que a Hyundai possui o maior estaleiro do mundo?  Você sabia que a Hyundai é a maior construtora de navios do mundo? Seus projetos são desenvolvidos para navios de guerra, submarinos, porta-containeres, petroleiros ? E ainda ela é uma gigante na construção de portos, estaleiros e projetos especiais? E se não fosse somente a marca Hyundai que conhecemos como sinônimo de carros velozes e confortáveis, você sabia que a Hyundai é uma companhia que executa projetos tais quais: construção de prédios, rodovias, estradas, pavimentação, motores para navios, equipamentos para construção civil, maquinários?


Análise da Portaria nº 77 (itens revogados)

março 24, 2009

 
Não é novidade que a burocracia do nosso querido Brasil causa asfixia no desenvolvimento do país. A novidade é a publicação da Portaria abaixo no DOU de 23/03/2009. Para conhecimento de todos, segue a Portaria e os itens revogados por ela:

PORTARIA Nº 77, DE 19 DE MARÇO DE 2009

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA Nº 77, DE 19 DE MARÇO DE 2009

DOU de 23/03/2009 (nº 55, Seção 1, pág. 71)

 Altera a Portaria Decex nº 8, de 13 de maio de 1991.

 

O MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no Decreto nº 6.209, de 18 de setembro de 2007, resolve:

 

Art. 1º – Ficam revogados as alíneas “a.1.2.1” e “b” do art. 22; o art. 23; o parágrafo único do art. 24; e a alínea “f.1” e o § 1º do art. 25 da Portaria Decex nº 8, de 13 de maio de 1991, publicada no Diário Oficial da União de 14 de maio de 1991, Seção 1.

 

Art. 2º – Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MIGUEL JORGE

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Análise

Para efeito de consulta estou incluindo os itens revogados pela Portaria nº 77 de que trata a Portaria Decex nº 8 .

Portaria Decex nº 8

(Ficam revogados as alíneas “a.1.2.1”)

a.1.2.1) os atestados de inexistência de produção nacional, que deverão contar com prazo de validade de até 120 dias, deverão ser apresentados juntamente com o laudo técnico de vistoria e avaliação de que trata o artigo 23

(Ficam revogados “b” do art. 22)

b) não sejam produzidos no País, ou não possam ser substituídos por outras máquinas ou equipamentos de fabricação nacional, capazes de atender, satisfatoriamente, aos fins a que se destina o material a ser importado;

(Ficam revogados art. 23)

a) ano de fabricação;
b) ano de reconstrução, recondicionamento ou revisão, com indicação de partes ou peças substituídas e seu valor global;
c) declaração de que as condições operacionais e tolerâncias mantêm-se idênticas às de unidades análogas novas, dentro das normas técnicas vigentes e exigidas no país de origem;
d) diferenças tecnológicas existentes entre a unidade vistoriada e a unidade nova do gênero;
e) vida útil média do bem;
f) valor de mercado, valor de reprodução (isto é, valor do bem idêntico, porém novo) e valor de reposição (isto é, valor do bem análogo, tecnologicamente atualizado); e
g) peso líquido.

(Ficam revogados parágrafo único do art. 24)

Parágrafo único: Nas hipóteses previstas neste artigo fica dispensada a apresentação do documento indicado no artigo 23.

(Ficam revogados alínea “f.1”)

f.1) a idade máxima das máquinas e equipamentos integrantes da unidade fabril/linha de produção deverá ser inferior ao limite de sua vida útil, devidamente comprovada no laudo técnico de vistoria e avaliação apresentado junto com o processo;

(Ficam revogados § 1º do art. 25)

§ 1º do art. 25 – À exceção das alíneas “c.1”, “f”, “i” e “l”, as demais alíneas ficam dispensadas dos requisitos previstos no artigo 23.

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Conclusão

 

Esta Portaria (nº 77) é um importante mecanismo legal e será usada para diminuir a burocracia existente no Brasil, criando condições favoráveis, sendo que o setor industrial brasileiro será beneficiado e  poderá adquirir  tecnologia avançada (linha usada, maquinário, bens de capital) do exterior para acelerar o desenvolvimento e alavancar o crescimento da produção. Lembrando que, crescimento e desenvolvimento da nação são fatores distintos em um ambiente de mercado.

 

Espero ter contribuído de alguma forma para que o conhecimento seja de livre acesso a todos. Abraços, até a próxima!


Importação de material usado (novas regras)

março 24, 2009

A transferência de unidades de produção para um país é uma forma de investimento que implica em deslocamento de máquinas e equipamentos usados de um país para outro. Assim como a implantação de uma fábrica nova, a transferência também é responsável por geração de emprego e de renda. Entretanto, a magnitude do efeito ex ante deste tipo de investimento é per si menor do que em investimento em novas instalações e equipamentos. Isso ocorre, pois não há a compra da máquina ou equipamento no país para o qual será feita a transferência.

Conscientes dos efeitos positivos e ao mesmo tempo reconhecendo os possíveis efeitos negativos desse processo, as autoridades brasileiras instituíram uma legislação infraconstitucional sobre o tema. Atualmente, a importação de máquinas e equipamentos usados é regida pelos artigos 22 ao 27 da Portaria Decex nº 8, de 13 de maio de 1991, conforme a redação dada pela Portaria MDIC nº 235, de 7 de dezembro de 2006.

Segundo essas normas, cabe à SDP, em conjunto com a Secex, analisar as transferências de unidades fabris/linhas de produção, vinculadas a projetos específicos de interesse da economia nacional, desde que confiram redução de custos, promovam aumento da geração de emprego e elevem o nível de produtividade/qualidade.

Análise na SDP

Em termos de procedimentos, a participação da SDP na análise de pleitos que envolvam importação de linhas usadas se dá em dois momentos:

  • antes do acordo com a entidade representativa da indústria nacional, com uma análise preliminar que resulta em documento à entidade indicando a existência de mérito do pleito;
  • depois do acordo com a entidade representativa da indústria nacional, com a análise final que resulta em Parecer enviando à Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A análise elaborada pela SDP quanto à importação de bens usados baseia-se em dois argumentos:

  • o legal, dado pelo art. 26 da Portaria Decex Nº 8, de 13 de maio de 1991, com suas alterações posteriores em que afirma: “As importações de bens usados serão analisadas pela Secretaria de Comércio Exterior, que, em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento da Produção – SDP, examinará aquelas referidas na alínea “f” do artigo 25.”
  • o funcional, dado pelas atribuições designadas à SDP pela Portaria GM/MDIC Nº 14, de 20 de janeiro de 2006.

Os principais aspectos analisados no Parecer Final da SDP são:

a) Se a importação está vinculada a um projeto que gere emprego e eleve o nível de produtividade/qualidade da produção nacional (cf. caput do parágrafo f, do art. 25, da Portaria Decex nº 8/1991);

b) Se a idade máxima das máquinas e equipamentos integrantes da unidade linha de produção é inferior ao limite de sua vida útil, e que isso devidamente comprovado nos laudos técnicos de vistoria e avaliação apresentados junto com o processo (cf. item 1 do parágrafo f, do art. 25, da Portaria Decex nº 8/1991);

c) Se há produção nacional dos bens usados a serem importados, e por conseguinte, foi assinado compromisso com entidade representativa da indústria, de âmbito nacional, contrapartida de aquisição de equipamentos de fabricação doméstica no mínimo no mesmo montante e apresentado no processo (cf. item 2 do parágrafo f, do art. 25, da Portaria Decex nº 8/1991);

d) Análise de mérito: Quais os possíveis impactos da importação da linha de produção tanto para a empresa importadora, quanto para o setor ao qual ela pertence e ainda para a indústria nacional de bens de capital (dado o compromisso assinado com a Associação). Neste item podem ser agregadas informações que se consideram importantes como: balança comercial e efeito na cadeia produtiva do bem a ser produzido no País com a linha que será importada; e a importância dos bens de capital que fazem parte do rol a ser produzido no País (conforme acordo assinado com a entidade).

Porém….

O governo mudou algumas regras para importação de material usado, segue: 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) aprovou alterações na legislação que regula a importação de material usado (Portaria Decex nº 8/91). O governo já havia manifestado, por diversas vezes, a intenção de produzir mudanças para simplificar o processo de importação de máquinas, equipamentos, aparelhos, instrumentos, ferramentas, moldes e contêineres para utilização como unidade de carga, na condição de usados.

Com a publicação da Portaria MDIC nº 77, no Diário Oficial da União de 23/03/09, os atestados de inexistência de produção nacional deixam de ter prazo de validade de até 120 dias e a autorização de importação de material usado fica liberada da comprovação do limite de vida útil.

A legislação também revoga o artigo da 23 da citada Portaria do Decex, que determinava a exigência da apresentação de laudo técnico de vistoria e avaliação do material a importar, firmado por entidade especializada.

Legislação: PORTARIA Nº 77, DE 19 DE MARÇO DE 2009 (DOU 23/03/09) – Altera a Portaria Decex nº 8, de 13 de maio de 1991.

O MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no Decreto nº 6.209, de 18 de setembro de 2007, resolve:

Art. 1º Ficam revogados as alíneas “a.1.2.1” e “b” do art. 22; o art. 23; o parágrafo único do art. 24; e a alínea “f.1” e o §1º do art. 25 da Portaria Decex nº 8, de 13 de maio de 1991, publicada no Diário Oficial da União de 14 de maio de 1991, Seção 1.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Portanto…

Você que pretende importar uma linha usada, preencha o modelo de pleito para importação disponível no site do MDIC, preencha os campos conforme modelo de pleito (de forma detalhada e objetiva) encaminhe para:

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC
Secretaria de Desenvolvimento da Produção – SDP
Esplanada dos Ministérios, Bloco J, andar Térreo
Brasília – DF – CEP: 70.053-900

Com assunto: Importação de linha/unidade fabril usada (incluindo base Portaria MDIC nº 77).

O modelo de pleito você encontra na fonte: http://www.mdic.gov.br

Uma alteração muito importante feita pela Portaria nº 77 foi a revogação do artigo 23 da Portaria Decex, que sempre foi um excesso burocrático que impedia o desenvolvimento e novos investimentos. Antes era exigido um laudo técnico de vistoria e avaliação do material a ser importado de acordo com entidades governamentais (consulares, públicas, privadas) atestando a conformidade do material. Essa burocracia afetava o empresário diretamente pois, isso causava um dispêndio maior através de contratação de técnicos especializados para realizar a avaliação e vistoria, transporte, acomodação, alimentação, enfim… era um fator contrário impedindo que este tipo de operação fosse realizada com bons olhos, impulsionando assim empregos no Brasil, gerando renda e aumentando a produção nacional. Depois de muita discussão, eis a publicação no Diário Oficial da União dia 23 de março de 2009.

Um grande abraço a todos. A sua visita aqui é muito importante. Até a próxima!


A história do tratamento administrativo

março 21, 2009

Você possui uma empresa, ou melhor, você foi contratado para trabalhar no setor de comércio exterior de uma grande empresa. Só que não conhece nada de comércio exterior, pois sempre contratou um despachante aduaneiro que confeccionava os documentos, fechava o câmbio, contratava o frete e desembaraçava as mercadorias importadas e exportadas. Você nunca se preocupou com nada, afinal, os produtos eram exportados e importados sem problema algum. Procurar problema onde tem solução?

Um belo dia você decidiu fazer a diferença na empresa e tentar uma promoção. Só que não sabe quando, como e por onde começar. Eis aqui o início de tudo, da nossa fantástica história.

Todos nós já ouvimos alguma história portuária problemática. Aquela importação (ou exportação) inesquecível que deu muita dor de cabeça e prejuízo para a empresa, resultante de um erro simples e grosseiro. Não se esqueça, qualquer operação poderá ser problemática desde que as normas e procedimentos legais não sejam consultadas.

E as vezes um pequeno vacilo da empresa e o prejuízo vem logo salgar o bolso do seu querido patrão. E ele furioso convoca uma reunião e descobre que a equipe não conhece nada da legislação de comércio exterior.

Infelizmente o Brasil não possui uma lei única de comércio exterior, e o Brasil ainda não pensa em consolidação da legislação do setor. Isso dificulta bastante pois, possuímos aproximadamente 300 Instruções Normativas da Receita Federal, Decretos, Portarias, órgãos anuentes e intervenientes, enfim…

Por este motivo, depois de um surto do seu patrão você fica desanimado e continua a transferir a responsabilidade para o gerente do setor, e você continua na mesma… sem saber nada, como, muito menos porque… e com a orelha quente.

Mas nem tudo está perdido. Em um belo domingo, você acorda cedo, vai para a Igreja, come aquele macarrão da vovó e tem a brilhante idéia… não assistir o Faustão.

Liga o computador, acessa o google e navega na internet tentando descobrir como, onde e porque. Encontra este blog, e lê a história furada do tratamento administrativo. Ela começa assim:

Era uma vez…Blá! Vamos ser objetivos, chega de história furada.

Deseja caminhar com suas pernas? Então este é o momento. Saiba que a primeira coisa a ser feita antes de importar ou exportar algo, é realizar um tratamento administrativo completo e detalhado evitando erros grosseiros. Mas o que é um tratamento administrativo?

Um tratamento administrativo é uma consulta, uma pesquisa, uma análise do produto que será exportado ou importado. Primeiro você verifica se o produto pode ser importado (ou exportado), se o produto necessita de alguma licença, certificação ou anuência, se ele é impedido de ser importado, se há cotas para a operação ou se existe algum procedimento especial previamente realizado para que os negócios sejam conduzidos com sucesso e sem dores de cabeça.

O procedimento básico e padrão antes de qualquer pensamento é a classificação fiscal da mercadoria (NCM/SH) que será oferecida, recebida  ao exterior ou do exterior.

Classificado o produto, chegou a hora de consultar a Portaria nº25/08.

A história é triste, mas você ainda não sabe o que esta Portaria pode fazer por você.

Você aluno de comércio exterior, estagiário, assistente, analista, saiba que a Portaria Secex nº 25 publicada no Diário Oficial da União de 28/11/2008 consolida os procedimentos aplicados às operações de comércio exterior. E todo bom profissional de comércio exterior deve conhecer e consultar esta Portaria e futuras alterações para evitar surpresas desagradáveis.

São normas administrativas, divididas em 3 capítulos: Importação, Drawback e Exportação. A Portaria consolida procedimentos aplicáveis às operações de comércio exterior.

Por exemplo, o capítulo 1 trata sobre importação e contém informações relacionadas a esta operação, tais quais: registro do importador, credenciamento e habilitação, licenciamento das operações, aspectos comerciais, similaridade, cota tarifária, descontos e procedimentos especiais.

O capítulo 2 reúne informações sobre Drawback: habilitação do regime, modalidades, tratamentos nas diversas modalidades e o compromisso de exportação.

O capítulo 3 (exportação), relaciona os procedimentos para o registro de exportador, exportação simplificada, documentação, cobertura cambial, consignação, margem não sacada, retenção cambial, depósito alfandegado certificado, preços, comissão do agente etc.

Depois de consultar a Portaria e aprender mais sobre importação, exportação e drawback, você descobre que aquela importação problemática não era um bicho de 7 cabeças.

Consultando sobre Portarias, descobre também que a Portaria nº 36 foi revogada pela Portaria nº 25 e que o problema da importação foi a falta de um exame de similaridade (do produto a ser importado) que deve ser realizado pelo Decex, conforme art. 28 da Portaria nº 25, observando os critérios previstos no Regulamento Aduaneiro nos art. 190 a 209 do Decreto nº 6.759.

O domingo termina e você dorme tranquilo. E na segunda-feira, durante a reunião discutindo sobre a problemática importação você resolve abrir a boca, olhar nos olhos do chefe e dizer: – O problema é que o produto que importamos necessita de um exame de similaridade realizado pelo Decex conforme artigo 28 da Portaria nº 25, sem esse exame outra dor de cabeça nos espera. O silêncio impera na sala, e os olhos estão atentos para você. O chefe respira fundo e pergunta: – Fulano, você não gostaria de gerenciar o setor de comércio exterior, precisamos de alguém como você que conhece do assunto. E você diz: – Claro, era tudo o que eu queria. E todos ficaram felizes para sempre enquanto reinava o superavit da balança comercial.